A geração Y e as chances de fazer sexo

Se você é da geração “Millennials”, saiba que você provavelmente irá fazer menos sexo do que as gerações anteriores. Esse foi o resultado de um estudo feito com 226.707 pessoas nos Estados Unidos pela Universidade Atlântica da Flórida e publicado na revista científica “Archives of Sexual Behavior” no ano passado.

Mas você deve estar pensando como isso é possível, se cada vez mais surgem aplicativos como o Tinder ou o Happn que facilitam os possíveis encontros amorosos. Embora esse tipo de “ajudinha” possa facilitar na hora H, a pesquisa mostra que a própria forma de algoritmos exclui uma grande quantidade de pretendentes por causa da localização. Além disso, à procura de relacionamentos rápidos e até mesmo o sexo casual são alguns motivos pelos quais as pessoas deixam de se relacionar.

O que mostra o estudo

A pesquisa concluiu que entre os americanos de 20 a 24 anos, os nascidos no início de 1990 eram significativamente mais propensos a não terem tido parceiros sexuais após os 18 anos do que os membros da Geração X, nascidos no final da década de 1960. Ao todo, 15% dos “Millennials” entre 20 a 24 anos de idade relataram não ter parceiros sexuais desde que completaram 18 anos, em relação com 6% dos nascidos na década de 1960

Em comparação as faixas etárias, a única geração que alcançou a taxa mais alta de inatividade sexual foram aqueles que nasceram na década de 1920. Agora pense, você tem alguma resposta rápida para esse fenômeno?

Uma das respostas que o estudo procurou encontrar foi como as tendências sociais podem afetar a inatividade sexual dos adultos. Um fato importante é que essa geração mais velha começou a ter relações sexuais depois dos 18 anos. O motivo? É nessa idade que muitos vão para a faculdade e também intensificam o namoro, já na fase adulta.

Outro dado da pesquisa é que mulheres jovens de hoje em dia são cerca de duas vezes mais propensas do que os homens a serem sexualmente inativas.

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A geração do vídeo pornô

Apesar da geração Y ter o acesso muito mais fácil a vídeos e conteúdos eróticos na internet, isso não se traduz em mais sexo propriamente dito. De acordo com Ryne Sherman, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, o aumento do individualismo da sociedade pode servir de influência na maneira como os jovens sentem a pressão para adequar seu comportamento ao de outros jovens.