Quer viver um relacionamento aberto? Veja algumas dicas

O universo dos formatos de relacionamentos abertos é enorme. Você pode ser parte de um casal procurando uma terceira pessoa para namoro, ou uma pessoa solteira no momento e adepta do voyeurismo, ou talvez, ainda, se realize em bacanais onde o número mínimo de pessoas corresponda a pelo menos duas casas decimais. A afirmação é do livro Poliamor e Relacionamento Aberto – Guia ilustrado para dominar a arte da sexualidade plural, de Alexandre Venancio, lançado pela Panda Books.

De acordo com Venancio, mesmo quem já concluiu que essa é a melhor forma de se relacionar, tem dúvidas de como fazer na prática. “O assunto é muito novo e a experimentação se faz necessária em vários casos, colocar a mão na massa, literalmente”, afirma ele no segundo capítulo do livro.

Cena do filme Dona Flor e seus dois maridos Foto: Fabio Bouza/divulgação

Fato é que, independentemente do seu status, encontrar o modelo que lhe deixe confortável é fundamental. O livro apresenta algumas opções. Embora, o autor afirme, dificilmente um único modelo será válido durante toda a vida. “Se você pensa que vai escolher um modelo de relacionamento aberto e vai seguir com ele até o final, está redondamente enganado. Certamente durante o percurso vai mudar de opção diversas vezes”. Para começar a pensar, confira algumas opções relacionadas no livro.
Don’t ask, don’t tell
“Não pergunte, não fale”. Neste modelo, cada indivíduo faz o que quer, com quem quiser, onde quiser, e
não compartilha. Tudo é permitido, mas acontece escondido, evitando o ciúmes e as crises de insegurança.
Funciona bem para pessoas passionais.

Modelo siamês
Neste, o casal faz tudo juntinho. Eles escolhem a presa juntos (ou seria você a presa?) e se deliciam com
a vítima juntinhos também. Separados não pode. Esse modelo funciona bem no começo de uma relação aberta.
Com o tempo, o casal pode perceber que talvez seja mais prático soltar um pouco as rédeas.

Modelo siamês com exceção
Aqui funciona como o exemplo anterior, mas com uma conveniente exceção. Se o parceiro não estiver disponível
(por exemplo, ele está numa viagem de negócios em outro continente), quem ficou esperando a volta do
amado pode se divertir como quiser. Afinal, seria duro demais esperar a volta do outro para aprontar.

Café da manhã, não!
Aqui pode tudo, menos envolvimento emocional. Cada um faz o que quiser, onde quiser, com ou sem o parceiro,
mas não pode se envolver de forma alguma com o terceiro. Para alguns, não é somente o envolvimento emocional que está proibido, mesmo uma atitude prática (por exemplo, pegar o telefone da “pessoa de fora”) pode ser um crime. Portanto, não vale ficar para o café da manhã.

Vale tudo
Neste modelo, bem, vale tudo. Não há regras. Isso alivia muito o estresse mental que algumas situações anteriores podem causar, mas é importante que o casal mantenha o diálogo e converse sobre as situações que não foram agradáveis, ou que preferia que tivessem sido de outra forma.

Swing
O escambo de gente. Eu lhe empresto o meu e você me empresta o seu. A delícia do troca-troca entre casais. Às vezes, algumas regras dessa modalidade se misturam com as anteriores. Outras vezes, é apenas isso mesmo, pura troca de casal, valendo somente em festas e clubes específicos para esse público.

Poliamor
Eu amo, tu amas, ele ama… Nós amamos! Neste modelo, o amor, seguido pela atração carnal, é o fator dominante.
O casal pode namorar um terceiro, cada parte do casal pode ter seu namorado de forma isolada, ou tudo pode se misturar eventualmente. Resumindo, são relacionamentos românticos não monogâmicos e consentidos
por todas as pessoas envolvidas.

Sobre o livro

Você já se sentiu atraído por outra pessoa, mesmo estando em um relacionamento estável? Então este livro foi feito para você! Repleto de exemplos reais e ricamente ilustrado, esta obra é um verdadeiro manual para quem deseja se aventurar na arte do amor plural. Saiba como abordar o tema com seu(sua) companheiro(a), onde procurar parceiros sexuais, os tipos de relação a três (a quatro ou mais), como lidar com a dupla “amizade-amor”, como administrar os novos sentimentos e os cuidados com a saúde.

Além disso, o livro traz dicas de filmes que tratam do assunto, casais famosos adeptos da pluralidade sexual e músicas para se inspirar. Você também vai conhecer aplicativos para a busca de sexo casual e aprender a produzir nudes dignos de fotógrafos profissionais. Um capítulo especial dá dicas de como encontrar as baladas e festinhas privadas e apresenta infográficos que explicam como se comportar nesses locais.