Conto erótico: aquele dia chuvoso

Eu amava meu namorado. Isso era fato. Mas de uns tempos para cá, tudo mudou. Estávamos distantes, mesmo estando um do lado do outro.

Quando ele chegava em casa, agia sempre da mesma forma: um beijo frio na minha testa de oi e corria para a frente da TV. Hoje não havia sido diferente. E estávamos vendo TV quando decidi abrir o jogo.

– A gente precisa conversar!
– Aconteceu alguma coisa

Respirei fundo

– Aconteceu. Aliás, anda acontecendo. Mas não sei ao certo o que. Éramos tão apaixonados…

Ele continuava calado feito uma estátua olhando pra TV. Eu tinha medo do que ele iria dizer, medo dele dizer que não me amava mais, eu tinha medo de o perder.

– Eu também não sei o que aconteceu.

Ele se calou e ficou me encarando por um tempo.

– Perdoe-me se não sou como no começo do nosso namoro, mas tudo caiu na rotina, nem lembro a última vez que transamos, parecemos casados.

Continuei calada. Ele estava certo. Nosso namoro não tinha mais graça e não havia mais tesão entre a gente, eu nem sabia mais como era sentir orgasmos com ele.

– Esse barulho é de chuva?
-Qual é o seu problema Karin, porque você mudou de assunto?
-Eu não mudei de assunto. Só gosto da chuva…

Ele levantou e abriu a porta, estava chovendo muito.

-Espera Théo, pra onde você vai? Está chovendo muito.
 É melhor a gente terminar por aqui, não faz mais sentido a gente continuar com esse namoro sem graça…

Ele saiu e enquanto andava pela a chuva, eu fui atrás dele. Pedia para ele parar, que me escutasse, que eu o amava. Ele então se virou e se manteve em minha frente. Estávamos completamente molhados, ficamos nos olhando por um tempo, e eu não titubeei quando ele me agarrou. Foi como se eu nunca tivesse o beijado… Aquele beijo e sua pegada em minha cintura fizeram com que eu me arrepiasse e pegasse fogo ao mesmo tempo.

Depois do beijo eu o abracei com toda a minha força e sussurrei no seu ouvido: eu te amo…

Ele então beijou o meu pescoço.  Eu já estava completamente entregue, estava toda em suas mãos.

Era tarde e estava chovendo muito. A rua estava deserta e eu estava sentindo uma súbita vontade de fazer amor com ele ali mesmo, naquele chão molhado.

Tirei sua blusa e a joguei de lado. Comecei a beijar sua barriga e depois subi para lhe dar outro beijo na boca. Ele tirou minha blusa e assim, peça por peça, dnossas roupas foram caindo ao chão, até ficarmos completamente nus.

Mesmo debaixo da chuva gelada, nossos corpos estavam em chamas. Deitei sobre a grama molhada e ele sobre meu delicado corpo, eijou o canto da minha boca e depois meu corpo por completo.

Puxei seu rosto pra cima e o beijei novamente, ainda nos beijando, ele me penetrou! Senti um calafrio na espinha. Uma uma sensação gostosa e inexplicável. Ele controlava os movimentos e eu gemia delicadamente bem perto do seu ouvido, fazendo com que ele fosse o único a escutar o meu prazer.

Fechei os olhos e as cenas de todos os momentos felizes que passamos juntos apareceram como num clipe com trilha sonora.  Ele ainda estava por cima, reabri os olhos e ele me encarava com tanto amor que escorreu uma lágrima dos meus olhos molhados e parou no meu sorriso bobo.

Eu o abraçava enquanto ele ainda ainda estava dentro de mim.  Eu o apertava cada vez mais, cada vez que eu chegava mais perto do orgasmo, cada vez que eu pensava que eu poderia ter o perdido. Beijei seu pescoço e fiz com que ele sentasse sobre a grama, fui pra cima dele com delicadeza e em seguida sentei no seu colo, encaixando-me em sua cintura, fazendo com que meus seios encostassem aos dele conforme os meus movimentos.

A chuva continuava muito forte. Eu fazia os movimentos e ele beijava meu pescoço e meus seios, eu beijava sua testa e fazia carinhos em sua cabeça, ele controlava os movimentos segurando em minha cintura. Eu não conseguia pensar em mais nada, estava tendo o momento mais mágico da minha vida. Levantei e me pus em pé na sua frente.

Ainda nua, sorri e estendi minha mão para que ele se levantasse. Com as pontas dos dedos ele percorreu dos meus seios até o meu bumbum, eu fazia carinho em seu rosto, cheguei perto dele e sussurrei em seu ouvido: você quer mais? Então vem me pegar!

Saí correndo pelo o gramado e ele ficou me admirando como se eu estivesse em câmera lenta. Quando me alcançou me penetrou por trás. O ritmo agora era rápido, frenético. Seu desejo era tão grande que ele não podia mais controlá-los e eu também não queria que nada mais acontecesse devagar em nosso namoro. Gozamos juntos e eu explodi em um grito de prazer que dessa vez, tenho certeza, não foi só ele quem ouviu!